Nobel de Economia por estudos sobre contratos
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Érica Fraga<br>Folhapress 
São Paulo - O Prêmio Nobel de Economia de 2016 foi concedido nesta segunda-feira (10) aos economistas Oliver Hart, de 68 anos, da Universidade Harvard, e Bengt Holmström, de 67, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), por pesquisas que ajudaram no entendimento de como contratos contribuem para o melhor funcionamento da economia.
Ao anunciar a premiação, a Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo, destacou que "economias modernas são ligadas por inúmeros contratos" e que os trabalhos de Hart e Holmström "criaram uma base intelectual para o desenho de políticas e instituições em muitas áreas, da legislação de falência a constituições políticas".
A pesquisa do britânico Hart é focada no papel que a estrutura acionária e os arranjos contratuais têm sobre a governança das empresas. Ele é reconhecido por mostrar, com estudos feitos na década de 80, que falhas contratuais ocorrem em situações em que não é possível registrar e prever todas as informações possíveis no papel. Essa linha de pesquisa mostrou a importância de se ter, portanto, especificado qual das partes envolvidas teria o direito de tomar decisões em circunstâncias não antecipadas originalmente. Os estudos de Hart contribuíram para discussões de temas variados, como que tipos de empresas devem se fundir e a conveniência de se ter escolas e prisões controladas pelo capital privado.
Já o finlandês Holmström produziu estudos, no fim da década de 1970, sobre incentivos que movem os agentes no mundo corporativo. Ele demonstrou que os acionistas de uma empresa não conseguem acompanhar todas as ações de seus executivos. Com base em sua pesquisa, ficou clara a importância do estabelecimento, por exemplo, de mecanismos de remuneração vinculados ao desempenho dos funcionários.


