Nobel da Paz condenada de novo à prisão domiciliar
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Agência Estado 
Rangum - A Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi foi condenada por um tribunal birmanês a passar mais tempo em prisão domiciliar por violação da pena, ao permitir que um americano permanecesse em sua casa sem que tivesse autorização para tal. A junta militar que governa Mianmar determinou que a ativista democrata passe mais um ano e meio em prisão domiciliar.
Com a ampliação da pena, Aung San Suu Kyi estará fora da cena eleitoral em 2010, quando a junta militar pretende promover eleições.
A líder oposicionista de 64 anos passou 14 dos últimos 20 anos detida, sendo a maior parte do tempo em regime domiciliar. Aung San Suu Kyi é filha do general Aung San, líder da independência da antiga Birmânia, assassinado em 1947 em Rangum.
As potências ocidentais pediram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que tome uma ação contra a medida da junta militar de Mianmar. A França pediu uma sessão de emergência e a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse que os EUA pediram um comunicado unânime do Conselho de 15 nações condenando a medida da junta militar, que estendeu a prisão domiciliar da ativista por 18 meses. No passado, pedidos semelhantes foram bloqueados pela China, principal parceira comercial de Mianmar, e pela Rússia.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou estar profundamente desapontado com a sentença e pediu a libertação imediata da ativista.


