Associated Press
De Santiago
Simpatizantes de Pinochet protestaram contra a decisão do tribunal inglês. Mas os parentes daqueles que desapareceram ou foram mortos durante o período de ditadura no Chile, de 1973 a 1990, deram gritos de alegria.
Os chilenos ainda têm opiniões bastante divergentes sobre o general de 83 anos, acusado na Espanha de comandar uma campanha de terror contra opositores durante seu governo militar. Um relatório do governo chileno reconheceu que 3.197 pessoas morreram ou desapareceram depois que Pinochet derrubou o presidente marxista eleito Salvador Allende num sangrento golpe em 1973.
Os partidários do ex-ditador alegam que a decisão da corte londrina de extraditar Pinochet para um julgamento na Espanha foi resultado de pressões internacionais. Carregando fotos de Pinochet e queimando as bandeiras inglesa e espanhola, eles conclamaram o país a pressionar pela libertação imediata do general por motivos de saúde.
‘‘Este é o pior cenário que poderíamos esperar’’, disse Luis Cortes, um general aposentado e diretor executivo da Fundação Pinochet. ‘‘Não se verá meu general de joelhos’’, acrescentou.
Mas em outros cantos, houve comemoração. Muitas opositores do general esperavam de mão dadas a decisão e pularam de alegria quando o anúncio saiu logo depois das 6 horas da manhã no Chile.
‘‘Estamos muito satisfeitos e acreditamos que o caminho para a justiça está finalmente sendo aberto’’, disse Patricia Silva, membro do grupo cujos parentes desapareceram sob o governo Pinochet.

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