No Brasil, missas e cerimônia pedem paz no mundo
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terça-feira, 18 de setembro de 2001
Agência Estado <br> De Aparecida e Brasília 
Foram realizadas ontem na maior igreja católica do País, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, duas missas pelos mortos nos atentados terroristas nos Estados Unidos. Cerca de 1,3 mil pessoas participaram da celebração, que foi transmitida ao vivo para o resto do País pela Rede Vida de Televisão e pela Rádio Aparecida.
Na homilia, o padre João Clímaco Barbosa, que celebrou a segunda missa, às 9 horas, lembrou que o Evangelho de Cristo prega a união entre os povos e a paz e que os EUA sempre deram o exemplo do uso da força. Por isso hoje ''estão colhendo o que plantaram''.
O religioso foi enfático ao aconselhar os americanos que pensem bem ''antes de iniciar uma Terceira Guerra Mundial'', lembrando que ''os que estão do lado de lá contra-atacarão usando as armas modernas dos países ocidentais''.
''Chega de atacar uns aos outros, chega de violência, vamos parar com isso'' afirmou o padre, lembrando que os EUA ''foram o único país no mundo que usou bomba atômica em uma guerra e hoje sentem a violência na carne''. No próximo domingo é prevista nova manifestação da Igreja contra atos terroristas.
O Ministério da Justiça promoveu ontem à noite uma cerimônia de solidariedade às vítimas dos atentados terroristas. Na solenidade, funcionários do ministério leram trechos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O ministro José Gregori leu o artigo 1º da declaração, que afirma que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos; são dotadas de razão e consciência e devem viver, umas em relação às outras, em espírito de fraternidade.


