No aeroporto, passageiros que escaparam da tragédia
Rio- A placa azul no início da fila do check-in da Air France anunciava ontem o mesmo voo (AF 447), no mesmo horário (19 horas), com o mesmo modelo de aeronave (Airbus A330). A pedagoga Janaína Silva, que perdeu dois amigos na tragédia, chorava. Ela contou que havia programado a viagem para domingo, mas mudou para ontem - apesar de completar um mês de casamento nesse dia - porque a passagem custava R$ 1 mil a menos. O italiano Omar Zagnoli, administrador de sistemas que mora em Vila Velha (ES) com a mulher e os dois filhos brasileiros, também contou que embarcaria no domingo, mas quis fazer surpresa para a mulher, aniversariante na Segunda-feira.
É difícil falar nesse momento, pois muitos morreram, mas meu primeiro pensamento foi: me safei. Foi a melhor surpresa do mundo. Nasci de novo, disse ele, devoto de São Francisco.
A nutricionista Fernanda Zefrian estava com o filho, Rafael, no colo. Eram mais dois sobreviventes. Ela também estaria no voo de domingo se a família não tivesse insistido tanto para que a festa de 1 ano do garoto fosse no Brasil. É difícil falar. Meu marido está esperando na França. Não sei explicar. Acho que foi a mão de Deus. (A.E.)





