Ninguém confirma, mas sintomas são de sucessão no Vaticano
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
France Presse 
Cidade do Vaticano A deteriorada saúde do papa João Paulo II acelerou a corrida para a sua sucessão e, embora ninguém o admita publicamente, os cardeais reunidos no Vaticano para celebrar o 25º aniversário do pontificado começam a esboçar o perfil que o próximo Papa deve ter.
''O tema não vai ser abordado porque seu estado de sa© úde não é tão preocupante'', garantiu recentemente o cardeal chileno Jorge Medina, que mora no Vaticano. Ele lembrou, no entanto, que os 135 cardeais ''eleitores'', isto é, com direito a voto em caso de conclave eleição do Papa deverão ter em conta uma série de requisitos para eleger o sucessor de Pedro. ''Deve ser um homem de fé, ter a força desta fé e que sua vida seja exemplar, um modelo para os demais'', resumiu.
O cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, encarregado da Pontifícia Congregação para o Clero e um dos mais prestigiados cardeais latino-americanos, admitiu que o mais importante não é a nacionalidade, ''mas se (o sucessor) tem a capacidade de unir os irmãos, de dialogar com um mundo multifacetado e pluralista''.
As especulações sobre os candidatos à sucessão do Papa têm aumentado após a convocação para o dia 21 deste mês de um Consistório, ou seja, uma assembléia de todos os cardeais para elevar ao título 31 novos purpurados, entre eles três latino-americanos.
Qualquer mudança no Colégio Cardinalício, convocado a eleger o futuro pontífice, não só amplia o leque de possíveis sucessores, já que todo cardeal é um candidato em potencial, mas também é interpretado como uma forma de testamento espiritual do pontífice.
Com as novas nomeações, o papa equilibrou o Colégio Cardinalício a favor da Europa, já que 14 dos 26 novos cardeais com direito de voto em um conclave são europeus.


