Nigerianos protestam contra preço de combustível por segundo dia
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Agência Estado 
Dezenas de milhares de nigerianos foram às ruas pelo segundo dia nesta terça-feira e muitos mais não trabalharam em todo o país para tentar forçar o presidente Goodluck Jonathan a revogar a retirada de subsídios que dobrou o preço da gasolina.
Em 1o de janeiro, o maior produtor de petróleo da África pôs fim aos subsídios sobre as importações de combustível, que os cidadãos viam como o único benefício que tinham do Estado, elevando o preço da gasolina para 150 nairas (0,93 dólar) o litro.
Os protestos no país na terça-feira foram quase do mesmo tamanho dos de segunda-feira. As ruas do centro comercial de Lagos, famosas por seus engarrafamentos, estavam praticamente vazias.
Mas a resolução de Jonathan não enfraqueceu.
"A greve é o primeiro teste verdadeiro em termos políticos para a presidência de Jonathan. Eles escolheram a questão e o momento", disse Antony Goldman, chefe da PM Consulting, com sede em Londres, e especialista na Nigéria.
"Se forem bem-sucedidos, as perspectivas de reforma em outras áreas delicadas -a Constituição, petróleo e gás, receita pública- melhoram. Se os grevistas vencerem, a credibilidade do governo fica muito danificada. Se as exportações de petróleo não forem afetadas, o governo espera que a coisa acabe por si só."
Os trabalhadores na área de petróleo também entraram em greve e escritórios de empresas internacionais como Shell e Exxon Mobil foram fechados. Mas a Shell e a empresa estatal de petróleo disseram que a produção não foi afetada.
A violência até agora foi limitada pelos padrões nigerianos. Na segunda-feira, a polícia matou a tiros duas pessoas na cidade de Kano, no norte, que ajudavam a derrubar os muros ao redor da sede do governo, segundo testemunhas e funcionários do hospital.
A polícia disse que uma pessoa morreu naquele incidente.


