São Paulo - Dezenas de milhares de nigerianos foram ontem às ruas pelo segundo dia e outros não trabalharam em todo o país para tentar forçar o presidente Goodluck Jonathan a revogar a retirada de subsídios que dobrou o preço da gasolina. Ao mesmo tempo, confrontos religiosos causaram mais cinco mortes.
Em 1º de janeiro, o maior produtor de petróleo da África pôs fim aos subsídios sobre as importações de combustível, que os cidadãos viam como o único benefício que tinham do Estado, elevando o preço da gasolina para 150 nairas (0,93 dólar) o litro.
Os protestos de ontem tiveram as mesmas proporções dos atos promovidos anteontem. As ruas do centro comercial de Lagos, famosas por seus engarrafamentos, estavam praticamente vazias. A resolução de Jonathan não enfraqueceu.
A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e disparou para o ar nesta em Bauchi (norte) para dispersar manifestantes no segundo dia de uma greve geral por tempo indeterminado na Nigéria contra o aumento dos preços da gasolina, indicaram moradores.
Segunda-feira, a polícia e manifestantes entraram em choque na Nigéria e três pessoas foram mortas a tiro. Milhares saíram às ruas protestando contra o aumento dos preços dos combustíveis, em meio a uma greve geral.
Ao mesmo tempo em que acontece a greve no país, tensões religiosas deixaram ao menos cinco pessoas mortas e mais 10 mil saíram de suas casas por conta de atos violentos cometidos contra muçulmanos desde ontem no sul do país.

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