Nevascas matam na Coréia
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2001
Associated Press De Seul 
Um intenso temporal de neve que atinge a Coréia do Sul desde domingo já provocou a morte de três pessoas em acidentes de trânsito e prejuízos estimados em US$ 80 milhões, segundo informou o Centro de Luta contra Catástrofes. A nevasca causou também o desaparecimento de três marinheiros de um pesqueiro no Mar Amarelo. O Instituto Nacional de Meteorologia informou que a neve acumulada nas montanhas deTaegwallyong atingiu a espessura recorde de 98 centímetros. Várias localidades ficaram isoladas devido ao fechamento de estradas. Ainda em virtude da forte nevasca, cerca de 288 ficaram feridas e o trânsito do país está totalmente caótico. Além disso, vários vôos nacionais e internacionais foram cancelados. O Instituto anunciou que até a noite passada a neve continuava intensa e poderia atingir cerca de 20 centímetros em diferentes pontos da península. As autoridades já designaram cerca de 250 mil membros das forças de segurança para que fiquem em estado de alerta.
Na região autônoma da Mongólia Interior, ao norte da China, as baixas temperaturas que já chegaram a 50 graus negativos provocaram a morte de 21 pessoas desde 31 de dezembro.
Os prejuízos foram avaliados em 100 milhões de iuanes (US$ 12 milhões). Segundo o Diário da Juventude de Pequim, um vento com força entre 6 e 9 e uma mistura de areia e neve soprou durante três dias enquanto a temperatura chegava a -40ºC.
Na SibériaA onda de frio que afeta a Sibéria, com temperaturas inferiores a -50 graus, é a mais forte há muitas décadas, mas não tem causado grandes catástrofes nem provocou o pânico entre os moradores, acostumados a invernos rigorosos. As temperaturas de -50 graus ocorridas na região, ao norte da cidade de Irkutsk, são um recorde há meio século, segundo o chefe dos serviços meteorológicos regionais, Leonid Prokhovnik.
Em Irkutsk, ontem, o aeroporto estava aberto, e os transportes públicos funcionavam normalmente.


