Neto de Malcom X assume culpa na morte da avó
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
France Presse Nova York 
Malcolm Shabazz, de 12 anos, neto de Malcolm X, o líder negro assassinado em 1965, admitiu a culpa pela morte da avó, Betty Shabazz, e pelo incêndio criminoso do qual ela foi vítima. Com isto, o jovem escapa do julgamento. Se Malcolm Shabazz se declarasse inocente, como queria inicialmente o advogado da família, Percy Sutton, teria que passar por uma bateria de testes psiquiátricos, para que fosse determinada sua responsabilidade.
Ele seria condenado a 18 meses de prisão, pena máxima tendo em vista sua idade, informou um porta-voz do tribunal de Menores de Yonkers, periferia de Nova York. Pouco depois de um incêndio no departamento no qual vivia sua avó, de 63 anos, dia 1º de junho, Malcolm Shabazz foi encontrado na rua com restos de combustível. Então, foi levado a um centro de detenção de menores.
Sua avó faleceu 20 dias depois, em consequência das queimaduras sofridas. O adolescente teria dito que estava furioso com o fato de ter sido obrigado a viver com a avó, em vez de ficar em San Antonio (Texas, sul) com sua mãe.
Ela, Qubilah Bahiyah Shabazz, teve a vida marcada pelo assassinato de seu pai quando tinha quatro anos. Foi acusada em maio de 1995 de participar de uma conspiração para matar o chefe da organização Nação do Islã, o líder negro norte-americano Louis Farrakhan, a quem muitos, entre eles Betty Shabazz, acusavam de responsabilidade pela morte de Malcolm X. Estas acusações foram deixadas de lado dia 1º de maio passado, depois de uma reconciliação pública entre Betty Shabbaz e Louis Farrakhan.


