O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu admite, em particular, que provavelmente será derrotado pelo dirigente trabalhista Ehud Barak nas eleições da próxima segunda-feira, afirmou ontem o jornal ‘‘Maariv’’, em, Jerusalém.
Mas, em público, Netanyahu afirmou à rádio estatal que estava convencido de que as pesquisas que lhe são muito desfavoráveis são falsas porque os eleitores russos e os religiosos dissimulam suas verdadeiras intenções de voto.
Segundo Maariv, Netanyahu disse ontem a seus assessores que estava ‘‘consciente de que, sem dúvida, ia perder a eleição’’ e que havia começado a se preparar para este fracasso.
Netanyahu teria pedido a dois partidos membros de sua atual coalizão, o de língua russa Israel B’Aliya e o ultraortodoxo sefardi Shass, que exijam de Barak a formaçào de um governo de união nacional para assegurar a presença de seu partido, o Likud, no novo gabinete, afirma o jornal, que indica ter obtido essa informação nos meios ligados ao primeiro-ministro.
Dentro dos preparativos para sua ‘‘derrota’’, Nentanyahu trabalha ‘‘em segredo’’ para reforçar seu controle sobre o Likud e evitar assim sua eventual destituição, segundo ainda o jornal.
O porta-voz do primeiro-ministro, Aviv Bushinsky, citado pelo Maariv, rejeitou todas essas afirmações, classificando-as de ‘‘besteiras e pura maldade’’.
Netanyahu afirmou ontem pela rádio que estava ‘‘convencido de sua vitória’’ e considerou as informações do Maariv ‘‘tendenciosas e destinadas a desmoralizar os eleitores do Likud’’.
‘‘Tudo que se publica na imprensa sobre mim é falso’’, declarou Netanyahu, estimando que as pesquisas ‘‘não refletem a realidade’’.
Segundo a última pesquisa realizada anteontem pelo segundo canal de televisão israelense, o candidato trabalhista conta com um avanço de 17 pontos sobre Netanyahu, se houver um segundo turno nas eleições.

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