Netanyahu tenta evitar a pressão norte-americana
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de março de 1998
France Presse 
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está mobilizando os judeus norte-americanos para que rejeitem qualquer plano dos Estados Unidos de retirada do exército israelense da Cisjordânia que não corresponda a seus objetivos. Ontem, em Jerusalém, o primeiro-ministro pediu aos judeus norte-americanos que se oponham a qualquer solução imposta e enviou seu assessor para meios de comunicação, David Bar-Illan, aos Estados Unidos, indicou a presidência do Conselho.
Outro assessor do primeiro-ministro, Zalman Shoval, ex-embaixador nos EUA, anunciou à rádio que, em breve, também viajará a Washington para realizar uma campanha de informação da opinião pública.
Não queremos entrar em conflito com o governo (norte-americano), mas é importante fazermos os norte-americanos compreenderem que uma solução deve ser negociada apenas entre as partes envolvidas, declarou Shoval.
Apenas Israel fixará sua segurança e seu destino, disse Netanyahu aos membros da Conferência dos presidentes das principais organizações judias norte-americanas, reunidas anteontem em Jerusalém.
Uma solução imposta não é desejável, nem viável. Não foi tomada nos 50 anos de existência do Estado e não será tomada no futuro, enfatizou o chefe de Governo.
Netanyahu afirmou que os palestinos têm a ilusão de que uma pressão norte-americana obrigaria Israel a fazer concessões. O primeiro-ministro referia-se às informações segundo as quais o presidente norte-americano Bill Clinton estaria disposto, depois de resolvida a crise iraquiana, a dar um novo impulso ao processo de paz com os palestinos, propondo um plano próprio.


