O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está mobilizando os judeus norte-americanos para que rejeitem qualquer plano dos Estados Unidos de retirada do exército israelense da Cisjordânia que não corresponda a seus objetivos. Ontem, em Jerusalém, o primeiro-ministro pediu aos judeus norte-americanos que se oponham a qualquer ‘‘solução imposta’’ e enviou seu assessor para meios de comunicação, David Bar-Illan, aos Estados Unidos, indicou a presidência do Conselho.
Outro assessor do primeiro-ministro, Zalman Shoval, ex-embaixador nos EUA, anunciou à rádio que, em breve, também viajará a Washington para realizar uma ‘‘campanha de informação’’ da opinião pública.
‘‘Não queremos entrar em conflito com o governo (norte-americano), mas é importante fazermos os norte-americanos compreenderem que uma solução deve ser negociada apenas entre as partes envolvidas’’, declarou Shoval.
‘‘Apenas Israel fixará sua segurança e seu destino’’, disse Netanyahu aos membros da Conferência dos presidentes das principais organizações judias norte-americanas, reunidas anteontem em Jerusalém.
‘‘Uma solução imposta não é desejável, nem viável. Não foi tomada nos 50 anos de existência do Estado e não será tomada no futuro’’, enfatizou o chefe de Governo.
Netanyahu afirmou que os palestinos têm a ilusão de que ‘‘uma pressão norte-americana’’ obrigaria Israel a fazer concessões. O primeiro-ministro referia-se às informações segundo as quais o presidente norte-americano Bill Clinton estaria disposto, depois de resolvida a crise iraquiana, a dar um novo impulso ao processo de paz com os palestinos, propondo um plano próprio.

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