O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reafirmou solenemente ontem que Israel assume sua soberania sobre o conjunto de Jerusalém.
O governo de Netanyahu adotou uma resolução que exclui a menor concessão, especialmente sobre a parte árabe de Jerusalém anexada em 1967.
‘‘Israel não aceitará jamais, quaisquer que sejam as circunstâncias, a divisão e a internacionalização de Jerusalém, que continuará sendo sempre soberania exclusiva do Estado de Israel’’, enfatiza um comunicado oficial publicado ao final do conselho de ministros.
Por sua parte, Netanyahu previu durante o conselho de ministros que ‘‘qualquer violação ou tentativa de questionar a soberania israelense da cidade enfrentará uma reação enérgica e imediata de nossa parte’’.
O gabinete de Netanyahu quis, dessa forma, responder a uma declaração recente da União Européia que reiterava sua recusa em reconhecer a soberania israelense sobre Jerusalém, incluindo o setor ocidental da cidade, onde Israel criou sua capital imediatamente depois de proclamar sua independência em 1948.
Por outro lado, as instâncias palestinas decidiram se reunir no início de maio para tomar uma decisão sobre a proclamação do Estado palestino, declarou ontem à AFP um conselheiro do presidente da Autoridade palestina Yasser Arafat.
‘‘Os responsáveis palestinos, o Conselho Central da Organização da Libertação Palestina (OLP) e o Comitê Executivo da OLP, celebrarão uma reunião no início de maio para decidir’’ se o Estado palestino deve ser proclamado em 4 de maio, afirmou Nabil Abu Rudeina.
Rudeina fez esta declaração em Mascate, onde acompanha o presidente da Autoridade Palestina, que realiza um giro pelo Golfo.
‘‘A posição palestina continua sendo que 4 de maio é a data fixada’’ para a proclamação do Estado, destacou, precisando que ‘‘a direção palestina estudará todas as proposições e todas as idéias’’.

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