São Paulo - O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, classificou na última sexta-feira como ''absurda'' a decisão da Unesco de não reconhecer que dois santuários venerados tanto por judeus como por muçulmanos teriam interesse histórico.
O motivo apontado pela órgão das Nações Unidas para a cultura é o fato de ambos estarem em território palestino ocupado por Israel.
Os dois santuários, considerados sagrados por judeus, cristãos e muçulmanos, ficam na Cisjordânia, em áreas controladas pelas forças israelenses. ''Se os lugares onde estão enterrados os patriarcas e matriarcas do povo judeu há 4.000 anos não são parte da herança judaica, então o que é?'', perguntou Netanyahu, em comunicado.
Neste ano, Israel causou protestos entre palestinos ao registrar os dois locais como patrimônio nacional.
O órgão da ONU afirmou ainda que as mesquitas fazem parte do território palestino e que qualquer tentativa de Israel de incluí-los em seu patrimônio cultural violaria as leis internacionais vigentes.
A Cisjordânia está ocupada militarmente por Israel desde 1967, e deve ser a parte principal de um eventual Estado palestino, caso as negociações de paz atualmente em curso cheguem a uma conclusão.

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