France PresseO primeiro-ministro de Israel dá entrevista à imprensa, em Washington, ao lado do presidente norte-americano Bill ClintonWASHINGTON - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ontem, no segundo dia de sua visita oficial aos EUA, que está disposto a reunir-se a qualquer momento com o presidente sírio Hafez Assad, demonstrando sua vontade de negociar. Mas também ressaltou mais uma vez que não irá recuar em sua tese de que o planalto do Golã (território sírio ocupado por Israel na guerra de 1967) é vital para a segurança do Estado judeu.
‘‘Já estabelecemos nossa posição’’, disse Netanyahu, na entrevista coletiva ao lado do presidente Bill Clinton, após uma reunião na Casa Branca. ‘‘O problema é o que Assad quer’’, disse Netanyahu, sugerindo aos americanos que consultem o presidente sírio. Correm insistentes rumores de que Assad está cada vez mais debilitado por um câncer.
‘‘Não houve progressos entre nós e os sírios’’, disse um porta-voz do governo israelense, confirmando que, apesar das pressões de Clinton, Netanyahu e o gabinete do Likud não cederão à antiga exigência de Assad, de só negociar uma paz total se o Golã for devolvido à Síria.
Segundo a imprensa israelense, Netanyahu disse a Clinton que os EUA devem convencer Assad a apresentar uma proposta nova, que não seja a da retirada total do Golã, que o Likud considera impensável.
Ocultando uma certa decepção com a intransigência do visitante, Clinton reafirmou ontem que os EUA ‘‘trabalharão com os dois países para tentar obter um acordo de paz’’.
Já a Síria adiantou que não está interessada nas últimas propostas apresentadas por Netanyahu uma vez que elas ignoram a retirada do Golã.
O diário oficial Al-Thawra anunciou: ‘‘Estas propostas fazem o processo de paz retornar à estaca zero, ignoram o princípio de troca de terra por paz e aprovam o conceito que objetiva combinar ocupação com paz’’.
O diário acrescentou que a proposta também visa aliviar o atual governo israelense de um compromisso e entendimento alcançado com a Síria pelo antigo governo de Israel antes de suspensão das negociações. A Síria afirma que o governo trabalhista concordou em retirar-se do Golã.

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