JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evitou declarar ontem se descarta a possibilidade de devolver o Golã à Síria em troca de paz com o governo de Damasco. Quarta-feira, o ministro do Exterior de Israel, David Levy, exortara publicamente o governo de Damasco a ceder e concordar em uma reunião ministerial para retomar o processo de paz entre os dois países. Em entrevista à tevê israelense, Netanyahu voltou a afirmar que a região do Golã é uma faixa de terra fundamental para a defesa do estado de Israel, para as necessidades de segurança e água do país.
Apesar das tentativas do governo de Israel de reiniciar as negociações com a Síria, Damasco desconfia da capacidade de cumprir acordos do premier Netanyahu e exige a devolução do Golã, que Israel invadiu e ocupou durane Guerra dos Seis Dias, em 1967. O chanceler sírio, Farouq al-Shara, afirmou que Israel precisa deixar claro se quer reatar as conversações a partir do ponto em que foram interrompidas com o governo trabalhista anterior e assumir os compromissos então assumidos - ou seja devolver o Golã.
Comentando a situação política da Turquia na mesma entrevista, um país muçulmano com boas relações com Israel e com os países árabes, Netanyahu se disse muito contente com o atual governo do premier Necmettin Erbakan, que não cumpriu a ameaça feita antes de assumir o poder, em junho passado, de romper um acordo militar entre os dois países.
Netanyahu afirmou que quer estreitar os laços comerciais com a Turquia, país membro da OTAN, e deseja que os turcos participem da força internacional de observadores no processo de paz na Cisjordânia.

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