Jerusalém - O ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que aceita o cargo de ministro das Relações Exteriores, para o qual foi convidado pelo atual premiê, Ariel Sharon, desde que sejam antecipadas as eleições parlamentares, previstas para outubro do próximo ano.
Sharon respondeu apenas que recebe bem a aceitação de Netanyahu, porém afirmou que ainda está analisando a condição. Os dois políticos disputam a liderança do Likud, partido considerado conservador. Netanyahu, indicado para a Chancelaria, estaria impondo a condição para aceitar o cargo de chanceler, pois, de acordo com analistas, seu objetivo é voltar ao cargo de premiê.
A saída dos trabalhistas, mais moderados, deixou a coalizão de Sharon sem maioria no Knesset (Parlamento de Israel).
Os trabalhistas ocupavam dois ministérios chaves no governo de Sharon: o das Relações Exteriores, com Shimon Peres, e o da Defesa, com Binyamin Ben Eliezer. Segundo pesquisas, o Likud poderia aumentar o número de cadeiras que possui no Knesset caso as eleições fossem agora.
A decisão dos trabalhistas de sair do governo aconteceu após eles discordarem da destinação de uma verba do Orçamento para assentamentos judaicos, em vez de alocá-la em programas sociais.
Para voltar a ter maioria no Knesset, Sharon está negociando a entrada do partido Yisrael Beiteinu na sua coalizão.
O atual premiê está no poder há cerca de 20 meses, após o trabalhista Ehud Barak deixar o cargo. Ele montou um governo de união nacional para lidar com a Intifada (o levante palestino contra a ocupação israelense), iniciado há mais de dois anos. O Parlamento completa quatro anos de mandato no ano que vem.
Netanyahu já se manifestou favoravelmente à expulsão de Arafat dos territórios palestinos.

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