O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está envolvido em uma tormenta político-judicial, devido à sua suposta intervenção no processo de um israelense, Nahum Manbar, declarado culpado de conluio com o Irã.
Três juízes da Suprema Corte reunidos a portas fechadas em Jerusalém levantaram a censura que regia este julgamento, mas se negaram a se pronunciar sobre um pedido de revisão do processo, apresentado pela defesa, informaram fontes judiciais.
O caso mostra dois aspectos diferentes. Por uma parte, Netanyahu foi acusado pela defesa de ter telefonado, durante o julgamento, para o juiz que declarou Manbar culpado, Amnon Strashnov, para exigir-lhe que determinasse uma pena severa.
Por outra parte, uma ex-advogada da defesa é suspeita de ter realizado jogo duplo durante o julgamento e de ter trabalhado para a acusação, devido aos vínculos com o juiz Strashnov e com um representante do serviço de segurança interno (Shin Beth).
A defesa, dirigida pelo advogado Amnon Zichroni, afirma que ‘‘esses fatos e os interesses contraditórios do juiz Strashnov devem levar a uma revisão do processo’’.
Segundo a emissora de rádio estatal israelense, a ex-advogada da defesa Pninat Yanei - que depois foi demitida - se fez passar por uma ‘‘amiga’’ de Manbar, mas ao mesmo tempo tinha ‘‘ligações íntimas’’ com o juiz Strashnov e com um dos dirigentes do Shin Beth, encarregado da investigação do caso Manbar.

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