Netanyahu e Livni lutam para liderar governo
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Folhapress 
Jerusalém - Um dia após irem às urnas, os israelenses despertaram ontem para uma realidade inusitada e desconhecida, mesmo para um país habituado à instabilidade de seus governos: pela primeira vez nos 61 anos de fundação do Estado, o partido com o maior número de votos poderá ficar fora do poder.
Os resultados da eleição de terça-feira produziram um quadro de total indefinição, em que os dois primeiros colocados se declararam vitoriosos.
Contados 99% dos votos, o partido centrista Kadima, liderado pela chanceler Tzipi Livni, obteve a maior bancada no Parlamento, com 28 deputados. Mas seu principal rival, Binyamin Netanyahu, do conservador Likud, com 27 cadeiras, garante que formará o governo, confiando na maioria parlamentar de 65 deputados dos partidos de direita.
Terminada a eleição, começou a batalha política. Para formar um governo são necessários ao menos 61 dos 120 deputados e, embora Livni tenha obtido uma surpreendente vitória pessoal, revertendo quadro que parecia totalmente favorável ao Likud, seu rival ainda parece ter mais recursos à disposição.
A disputa para conquistar a maioria parlamentar começou ontem pelo partido que foi a grande estrela dessa campanha, o ultranacionalista Israel Beitenu. Com 15 deputados, a legenda liderada pelo polêmico Avigdor Liberman poderá definir quem será o premiê.
Israel despertou para uma crise política nunca vista, disse o colunista político Shalom Yerushalmi, do jornal Maariv. Liberman tem a chave do próximo governo, e ele parece estar disposto a abrir a porta a Binyamin Netanyahu.
De fato, a missão de formar um governo parece mais difícil para Livni do que para Netanyahu. Após reunir-se com ambos os líderes hoje, Liberman manteve mistério sobre quem apoiará. Mas a imprensa israelense indicou que as bases de um acordo com o Likud estão praticamente fechadas.


