O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajou ontem para Washington, onde manterá conversações com o presidente norte-americano Bill Clinton sobre a retirada israelense da Cisjordânia, que Israel condiciona a uma série de exigências a serem cumpridas pelos palestinos.
Enquanto isso, o presidente palestino, Yasser Arafat, advertiu que haverá uma nova ‘‘Intifada’’, se o diálogo não chegar a uma solução para acabar com a paralisação do processo de paz. Tanto os Estados Unidos como os palestinos querem uma ampla retirada, mas a coalizão de direita do governo de Netanyahu se opõe a ela.
A ‘‘Rádio Israel’’ disse ontem que, num esforço para solucionar as profundas divergências que separam as duas partes, os Estados Unidos proporão uma retirada em etapas. Antes de partir, Netanyahu disse que seu governo decidirá sobre a retirada depois de seu retorno.
Arafat, que se reunirá com Clinton na quinta-feira, recordou na noite de domingo a ‘‘Intifada’’, o levante palestino de 1987-1993, em referência à negativa israelense de implementar uma ampla retirada, e assegurou a 5.000 seguidores na cidade de Gaza que os palestinos criarão um estado na Cisjordânia, em Gaza e a leste de Jerusalém, sem se importar com a posição de Israel.
Yasser Arafat também partiu ontem, mas vai demorar a chegar a Washington. Ele foi primeiro ao Cairo, depois irá a Londres e Paris, arregimentando um contrapeso às acusações israelenses de que não está cumprindo os acordos de Oslo.

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