Neonazista condenado à prisão perpétua
A linha-dura anunciada pelo governo alemão contra o neonazismo e a violência xenófoba traduziu-se ontem na condenação à prisão perpétua de um skinhead que assassinou em junho um moçambicano, cujo pecado era o de ter a pele escura. Enrico Hilprecht, 24 anos, foi sentenciado por ter sido um dos três skinheads que em 11 de junho espancaram até à morte o moçambicano Alberto Adriano, de 39 anos, pai de três filhos. Os juízes do tribunal de Halle, Saxônia-Anhalt, leste do país, também condenaram a nove anos de prisão cada um de seus cúmplices, Frank Miethbauer e Christian Richter, ambos de 16 anos. Os três skinheads, que no começo do julgamento, há uma semana, haviam admitido a agressão rindo e fazendo caretas, mas não a intenção de matar o africano, escutaram a sentença imóveis e em silêncio, sem demonstrar nenhum sinal de arrependimento.





