Jerusalém Personalidades israelenses e palestinas elaboraram no final de semana, durante uma reunião na Jordânia, o chamado ''pacto de paz'', apoiado implicitamente pelo líder palestino Yasser Arafat e criticado pelo governo do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, no qual as duas partes se comprometem a desistir de novas reivindicações.
Os principais pontos do pacto, que também está sendo chamado de ''Acordo de Genebra'', segundo os trechos publicados nos jornais israelenses e palestinos, são: o pacto constitui um acordo final, com o qual israelenses e palestinos se comprometem a não fazer novas reivindicações. Substituirá as resoluções anteriores da ONU; prevê a criação de um Estado Palestino junto a Israel, de acordo com as fronteiras de 1967, com algumas modificações; o tema do ''direito de retorno'' dos quase quatro milhões de refugiados palestinos não aparece, estabelece que apenas um pequeno número de refugiados, calculado em várias dezenas de milhares, será autorizado a voltar a Israel. Os refugiados terão o direito de morar no futuro Estado Palestino ou em outros países, exceto em Israel.
Quanto à Jerusalém, o pacto diz que os palestinos controlam a área antiga de Jerusalém, na parte oriental (árabe) da cidade, com exceção do bairro judaico e do Muro das Lamentações. A Esplanada das Mesquitas ficará sob a soberania palestina com livre acesso, supervisionado por uma força internacional, para todas as demais confissões religiosas, mas os judeus não estarão autorizados a rezar nela.
Em relação às colônias, Israel permanecerá controlando os assentamentos de colônias em Gush Etzion (sul da Cisjordânia) e no perímetro de Jerusalém. As colônias de Ariel (norte), Efrat e Har Homa (sul) integrarão o Estado Palestino. Israel transferirá o controle das áreas de Neguev adjacentes à Faixa de Gaza aos palestinos em troca dos setores da Cisjordânia que ficarão sob o controle israelense.

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