Nem Israel sabe o que fará sobre a muralha
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de janeiro de 2004
Charly Wegman<br>France Presse 
Jerusalém - O governo israelense vacilava ontem em relação à tática que adotará na primeira audiência ante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em 23 de fevereiro próximo, em relação ao muro de separação que o Estado hebreu constrói na Cisjordânia.
O premier Ariel Sharon foi convocado ontem pela comissão parlamentar de relações exteriores e da defesa para explicar sua gestão em relação a este assunto e sobre o qual houve uma apresentação ante a corte em Haia.
''Pessoalmente concordo que haja mudanças menores no traçado desta barreira, mas não modificá-la para que vá ao longo da linha verde (separando Israel da Cisjordânia), sem contrapartida (dos palestinos) e para facilitar nossa argumentação em Haia'', declarou o presidente desta comissão da Knesset, Yuval Steinitz, que nega qualquer competência à CIJ na matéria. A conselheira jurídica interina do governo, Edna Arbel, preconizou modificar o traçado.
Seja como for, o governo israelense se manifestou dividido sobre a questão no domingo, durante uma reunião a respeito.


