O líder palestino Yasser Arafat acusou ontem o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de comandar uma guerra ''injusta'' contra o povo palestino e a ANP (Autoridade Nacional Palestina).
Em discurso à televisão palestina, Arafat afirmou que o governo de Sharon ''está comandando uma guerra injusta contra o povo palestino, sua autoridade, seus recursos e sua segurança''.
Arafat apelou ainda para a retomada das negociações de paz, afirmando que ''são o único meio para resolver'' o conflito. Ele insistiu junto aos palestinos que respeitem o cessar-fogo para ''que retorne a calma e se reatem as negociações de paz''.
Arafat ordenou, em pronunciamento transmitido pela televisão, a interrupção de todas as atividades militares, incluindo os atentados suicidas contra israelenses e afirmou que Israel precisa parar a sua própria ''guerra brutal''. ''Eu hoje reitero o pedido para ''a completa e imediata cessação de todas as atividades militares. Eu renovo a ordem de parar completamente quaisquer atividades, especialmente ataques suicidas que nós sempre condenamos'', disse Arafat.
Ele também acusou Israel de ''lançar uma guerra brutal'' contra a ANP e suas instituições.
Sob pressão internacional para punir os militantes responsáveis pela recente onda de atentados suicidas contra israelenses, Arafat disse que a ANP já declarou ilegais ''grupos que executam atividades terroristas''. Reafirmando o compromisso com o cessar-fogo proposto pelos EUA, que nunca entrou em vigor, Arafat prometeu encontrar e punir os responsáveis por ataques. Israel bombardeou alvos da ANP na semana passada em represália à serie de atentados contra israelenses.

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