Negociações para suspender a greve dos caminhoneiros
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Reuter 
PARIS - Caminhoneiros, empresas transportadoras e funcionários do governo francês mantinham, ontem à noite, uma maratona de negociações, de mais de 20 horas consecutivas, na tentativa de conseguirem fechar um acordo que encerrasse a greve dos motoristas, que há 10 dias paralisa as principais rotas do transporte rodoviário na França e provoca prejuízos milionários a setores essenciais da economia francesa e européia.
Durante as conversações, os caminhoneiros já teriam assegurado dois pontos considerados essenciais de suas reivindicações: redução da idade de aposentadoria para 55 anos e jornada de trabalho semanal de 48 horas (atualmente é de 62,5 horas). Mesmo assim, a greve continuava e o trânsito nas principais rodovias francesas mantinha-se interrompido em 218 pontos diferentes. Cenas dos gigantescos congestionamentos, transmitidas pelas redes de TV, deixavam atônita a população que, em várias cidades francesas, começava a enfrentar ontem a escassez de certos produtos alimentícios perecíveis. Estamos fazendo progressos, mas ainda falta a questão dos pagamentos para o acordo completo ser fechado e a greve encerrada, disse o ministro dos Transportes da França, Bernad Pons, convocado às pressas pelo primeiro-ministro, Alain Juppé, para mediar o conflito trabalhista que envolve os 225 mil caminhoneiros franceses e as companhias de transporte de carga rodoviária.


