Buenos Aires, Argentina - O encontro entre representantes da ditadura de Nicolás Maduro e da oposição venezuelana, com a mediação da Noruega, em Oslo, terminou nesta quarta-feira (29) sem um acordo. Segundo documento divulgado pela equipe do líder oposicionista Juan Guaidó, os representantes defenderam o fim do que chamam de "usurpação" - pois consideram o cargo de presidente vago desde 10 de janeiro, quando terminou o primeiro mandato de Maduro - e eleições "livres, observáveis e verificáveis, com a participação inclusive daqueles que hoje estão com seus direitos restringidos".

Os representantes de Maduro não quiseram avançar com esses termos na mesa. Guaidó, que vinha dizendo que o encontro em Oslo era uma "mediação" e não um "diálogo", considerou impossível avançar se esses dois pontos não fossem aceitos.

No documento divulgado, a oposição agradece o apoio da Noruega, "por sua vontade de contribuir com uma solução para o caos que sofre o país" e disse que aceitaria novos encontros, "assim como estamos fazendo com o Grupo de Lima e o Grupo de Contato". Por parte de Maduro, seus representantes apresentaram, na reunião, a proposta de adiantar as eleições legislativas, o que a oposição considera inconstitucional.

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