Negociações de paz nos EUA entram em momento difícil
Associated Press
De Washington
O processo de paz sírio-israelense entrou em momento difícil ontem com a ameaça da Síria de não voltar à mesa de negociações se a delegação de Israel continuar recusando-se a discutir o tratado de fronteiras que definirá a retirada das tropas do Estado judeu das colinas do Golan, ocupadas em 1967.
Os sírios acusam os israelenses de bloquear a criação de um grupo de trabalho sobre essa questão, contrariando o que fora acertado inicialmente. De acordo com o delegado da Síria, as conversações devem ser conduzidas simultaneamente por delegados de ambas as partes e mediadores americanos em quatro grupos: normalização das relações, segurança, recursos hídricos e fronteiras. Até agora, só os dois primeiros se reuniram.
Fontes israelenses disseram que os sírios não avançaram em nada e apenas reiteraram suas posições já expressas em negociações anteriores, em 1996.
Diante do impasse, a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, pediu a intervenção do presidente Bill Clinton para ajudar as partes a arregaçar as mangas e fazer progressos substanciais. Clinton era esperado ontem no local das conversações, a cidade de Shepherdstown, a cem quilômetros de Washington, para uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e o chanceler sírio, Faruq al-Shara ambos chefiam a delegação de seus países.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou ontem que as negociações multilaterais sobre o Oriente Médio serão retomadas no dia 31, em Moscou. Cerca de 40 países e organizações integram essas conversações, incluindo Estados Unidos, Rússia, Israel, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Noruega, Japão e União Européia. A última reunião ocorreu em junho de 1996, em Amã, na Jordânia, e tratou da questão da água e do meio ambiente.





