Negociações de paz canceladas na Ucrânia
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de janeiro de 2015
France Presse 
Minsk - A Ucrânia e os separatistas pró-russos cancelaram ontem novas negociações de paz em Minsk sobre o conflito no Leste do País, onde 24 pessoas morreram nas 24 horas anteriores, depois que a UE anunciou que prolongava as sanções contra a Rússia. As negociações previstas para esta sexta-feira entre os emissários rebeldes e os representantes de Kiev e Moscou, auspiciadas pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), foram canceladas, declarou à imprensa o enviado da república autoproclamada de Donetsk, Denis Pushilin.
"O ministro das Relações Exteriores de Belarus confirmou hoje (ontem) que (os representantes de) Kiev não comparecerão, as negociações foram canceladas", declarou Pishilin a vários jornalistas antes de abandonar Minsk. Já o porta-voz do ministério ucraniano das Relações Exteriores, Yevgen Perebyynis, afirmou à AFP que seu governo "não havia sido informado sobre o cancelamento das negociações". E o embaixador russo na Ucrânia, Mikhail Zurabov, declarou à agência russa Ria Novosti que não "havia recebido nenhuma informação sobre o encontro".
O ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, que representa as autoridades ucranianas nas negociações, indicou, por último, que viajará hoje a Minsk, onde talvez os separatistas já não estejam.
Kiev havia pedido na quinta-feira, diante de uma nova escalada de violência, a convocação urgente de novas negociações de paz em Minsk, e os emissários das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk chegaram nesta sexta-feira à capital bielorrussa.
O governo ucraniano queria, no entanto, negociar diretamente com os presidentes de Donetsk e Lugansk, Alexander Zajarchenko e Igor Plotnitski, que assinaram os acordos de Minsk em setembro. Enquanto isso, no Leste da Ucrânia os combates seguiam em toda a linha de frente, incluindo nos arredores da cidade estratégica de Debaltseve, que conecta Donetsk e Lugansk.


