Negociação pode ter motivado a inspeção internacional da AIEA
São Paulo - As negociações do acordo nuclear entre o Brasil e a China podem ter motivado a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a tentar inspecionar a unidade de enriquecimento de urânio em Resende em abril, admitiram fontes do primeiro escalão do governo.
As centrífugas de processamento de urânio desenvolvidas com tecnologia própria no País fazem parte do acordo em preparação com os chineses e são caracterizadas como produtos comerciais pelas fontes consultadas.
Na época do contencioso com a AIEA, o governo recusou-se a autorizar o acesso dos inspetores internacionais à área em que foram desenvolvidos esses equipamentos, sob a alegação de que buscava preservar uma ''tela de proteção'' ao domínio dessa tecnologia.
A utilização desses equipamentos pelos chineses, assim como do urânio não-enriquecido que também deve ser fornecido pelo Brasil, não é considerada uma questão de responsabilidade do governo brasileiro. ''Cabe à própria China dizer o que vai fazer com esse material'', afirmou um integrante do alto escalão do governo. (J.C./A.E.)





