Negociação em Fiji não avança
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sábado, 03 de junho de 2000
Associated Press De Suva 
Os rebeldes que tomaram de assalto o parlamento e mantêm 30 pessoas como reféns, incluindo o primeiro-ministro Mahendra Chaudhry, acusaram o governo militar de Fiji de recuar em suas decisões para solucionar a crise e levantaram dúvidas sobre possibilidade de libertação dos prisioneiros para este final de semana, como era esperado.
Speight acusou os militares de estarem planejando perpetuar-se no poder, a despeito de haverem se comprometido a discutir um acordo com os chefes tribais de Fiji, para determinar se o país pode ser governado sob lei marcial ou deve ter um governo civil controlado pelos rebeldes. Speight disse que um acordo com os militares sem levar em conta estes termos é inaceitável, mas que apesar de tudo ele ainda tem a intenção de encontrar-se com o comandante Frank Bainimarama, que governa o país sob lei marcial. Speight havia dito anteontem que iria soltar os reféns neste final de semana, abrindo caminho para os influentes chefes tribais de Fiji buscarem uma solução para resolver a crise em um encontro na segunda-feira. Ontem, entretanto, ele voltou atrás e deu a entender que pode manter os reféns por tempo indeterminado.
Speight quer um documento assinado que garanta o poder militar sob lei marcial até que os chefes tribais possam escolher um governo civil. Ele acredita que será indicado pelos chefes como primeiro-ministro. Mas Bainimarama, ao que parece, jamais concordou em deixar os chefes tribais, que não possuem cargos formais no governo, mas gozam de muita influência, ter poder de decisão no novo governo. Apesar das divergências, os militares acreditam que poderiam chegar a um acordo satisfatório ainda ontem.
Uma multidão de simpatizantes de Speight saiu às ruas e atacou casas vizinhas, atirando pedras e roubando comida. As barreiras erguidas pelos militares ao redor do prédio do parlamento cortaram a possibilidade de fornecer suprimentos para os rebeldes, e os saques foram a forma de resistência encontrada pelos rebeldes. Anteontem à noite, contudo, uma patrulha militar reagiu e o grupo de apoiadores começou a voltar para dentro do parlamento. A polícia abriu fogo e um deles foi atingido na coxa, sendo levado imediatamente para o hospital.


