Santa Fé de Ralito, Colômbia - O governo colombiano e os paramilitares apresentaram suas propostas durante o início da negociação de paz na Colômbia, na qual o futuro jurídico de cerca de 20.0000 combatentes emerge como um assunto de difícil resolução.
As partes apresentaram pela primeira vez suas propostas durante a instalação, quinta-feira, da mesa de diálogo no povoado de Santa Fé de Ralito (norte), situado num enclave de 368 km2 criado pelo governo para ser sede das conversações por um período prorrogável de seis meses.
As propostas foram apresentadas pelo alto comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, e pelo líder das Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), Salvatore Mancuso. As propostas têm grandes semelhanças, exceto em relação à situação em que vão ficar os crimes praticados pelo paramilitares.
Sobre este aspecto, Restrepo disse que há crimes que ''não podem ser indultados, nem anistiados. E, por causa disso, o governo apresentou ao Congresso um projeto de lei que ''estabelece um balanço adequado entre os interesses da Justiça e os interesses da paz''.
Os paramilitares, acusados de centenas de massacres e desaparecimentos e deslocamentos forçados, têm advertido que não estão dispostos a ficar um só dia na prisão, nem a serem extraditados para os Estados Unidos.
Eles rejeitam o projeto de lei do governo, que originalmente previa liberdade condicional para os que depusessem armas e acabou sendo modificado - devido às críticas - por outro que inclui penas de prisão mínimas de cinco anos. Este projeto de lei será discutido no legislativo a partir de 20 de julho.
A questão do castigo aos crimes de guerra praticados pelo paramilitares é motivo de forte controvérsia na Colômbia. Além disso, várias organizações internacionais de direitos humanos vêm pedindo que o governo de Uribe não deixe esses delitos impunes.

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