Negada liberdade para assassino de Lennon
A Justiça do Estado norte-americano de Nova York negou ontem o pedido de liberdade condicional para o assassino do ex-Beatle John Lennon, Mark David Chapman, afirmando que ele não perdeu seu interesse pela publicidade.
Esta foi a primeira tentativa de Chapman de sair da penitenciária, onde está há 20 anos cumprindo pena de prisão perpétua. O assassino só poderá fazer um novo pedido daqui a dois anos.
Ontem, Chapman foi entrevistado durante 50 minutos por três juízes da comissão estadual de condicionais. A audiência ocorreu na penitenciária estadual de segurança máxima de Attica. Horas depois, Chapman recebeu o relatório da comissão, detalhado em uma única página, e que trazia, logo no topo, a decisão: Condicional negada.
Este seu ato violento e odiável foi visivelmente incentivado por sua necessidade de se tornar uma pessoa conhecida. Durante a audiência, a comissão percebeu o seu interesse contínuo em preservar a sua notoriedade, afirmou a comissão de condicionais.
A junta classificou o assassinato de Lennon como premeditado. Os juízes destacaram, ainda, que, além de ser um dos músicos mais famosos do mundo, o ex-Beatle era também marido e pai de duas crianças.
Chapman, de 45 anos, foi condenado à prisão perpétua em 1980, depois de ter confessado o assassinato de Lennon. De acordo com uma lei estadual, depois de cumprir 20 anos de prisão, o criminoso tem direito de entrar com um pedido de liberdade condicional circunstância que se aplicava ao caso de Chapman.





