Beaumont, EUA - O furacão Rita classificado na categoria 3, numa escala que vai de 1 a 5 , atingiu na manhã de ontem a costa sul dos Estados Unidos, causando chuva e vendavais em uma área de centenas de quilômetros entre os estados do Texas e Louisiana.
O olho do furacão tocou a terra às 03H39 (04H39 de Brasília), com ventos de 195km/h, anunciou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, Flórida.
Fortes chuvas e ventos castigavam desde a noite de anteontem a costa sudeste do Texas, na fronteira com a Louisiana, estado devastado no fim de agosto pelo furacão Katrina.
A cidade petroleira de Beaumont (Texas), de 114 mil habitantes e a 50km da costa, estava praticamente vazia, e sem eletricidade desde a noite de sexta-feira por causa da força dos ventos. Entulhos de todos os tipos eram levados pela ventania.
Segundo o NHC, o Rita atingiu a cidade após cruzar Port Arthur, mais ao sul. A passagem do olho do furacão por essas áreas durou cerca de duas horas.
Após este período, o furacão Rita continuaria causando forte chuva no sul dos Estados Unidos, após cair para a categoria dois na escala Saffir Simpson, anunciou o Centro Nacional de Furacões.
Ontem o Rita deixou 500 mil pessoas sem eletricidade em Houston, Texas, informou o porta-voz da prefeitura, Frank Michel. A polícia, socorristas e bombeiros agiam apenas em casos de extrema urgência, e as autoridades permaneciam em alerta devido ao risco de inundações. No centro financeiro de Houston, os serviços de luz e telefone ainda funcionavam.
O secretário de Saúde americano, Mike Leavitt, declarou estado de emergência em Texas e Louisiana, para que seus municípios e hospitais pudessem receber ajuda federal após a passagem do furacão Rita. ''Pensamos e rezamos por aqueles que estão sofrendo'', disse Leavitt. ''Mobilizamos todas as nossas capacidades para oferecer ajuda às vítimas de uma nova grande tempestade'', acrescentou.
O Departamento de Saúde colocou em alerta o Centro Estratégico de Provisão de Medicamentos, para que os equipamentos médicos necessários pudessem ser enviados sem demora às áreas afetadas, ou para onde as autoridades solicitassem. Os Centros de Controle de Doenças (CDC) enviaram quatro equipes de 20 pessoas para as áreas atingidas pelo Rita, para uma primeira avaliação dos problemas sanitários causados pelo furacão.
O fogo tomou conta de prédios da cidade histórica de Galveston, uma ilha localizada 70km ao sul de Houston, Texas, no litoral do Golfo do México, atingido pelo furacão Rita.
Autoridades temiam que Galveston, vítima de um furacão que deixou 8 mil mortos em 1900, fosse totalmente devastada pelo Rita, que causou prejuízos e um incêndio num edifício de 1905, que se propagou para outros dois ou três imóveis. O vento dificultava o trabalho dos bombeiros.
O fogo pode ter sido causado pela queda de cabos elétricos. A cidade, de 57 mil habitantes, foi desocupada em 90% na quinta-feira, e ontem ainda era atingida pelo Rita às 9h de Brasília. A ventania levava entulhos, e quase toda a cidade estava sem eletricidade.
Duas pessoas que estavam perto dos prédios incendiados foram arrastadas por vários metros pela força do vento. A prefeita da cidade, Lyda Ann Thomas, e o comando policial estavam abrigados em um hotel de frente para o mar, que dispõe de um bunker, para onde foram levadas as pessoas que não deixaram a cidade.

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