O nascimento na última segunda-feira de um bebê resultado de uma seleção genética realizada para verificar se estava imune a uma enfermidade incurável ‘‘abre novas perspectivas para os casais com riscos (de enfermidades)’’, destacou ontem o ministro francês da Investigação (Pesquisa), Roger Gerard Schwartzenberg.
O nascimento desse bebê na última segunda-feira de manhã no hospital Antoine Beclere em Clamart, perto de Paris, marca na França a aplicação do diagnóstico pré-implantação (DPI), ou seja, a análise genética e a seleção de fetos em laboratório. Sem este diagnóstico, o bebê corria o risco de ser afetado por um déficit enzimático hepático mortal.
‘‘Suscetíveis de gerar filhos com uma enfermidade particularmente grave e incurável, os pais poderão, no momento do diagnóstico, recorrer a esta técnica, como estabelece a lei de bioética de 1994’’, acrescentou o ministro.
‘‘Em um mesmo ano, depois do anúncio do deciframento do genoma humano em junho, uma nova etapa foi superada com a elaboração de uma terapia genética pela equipe do professor Alain Fisher. Este primeiro nascimento confirma a entrada da genética na terapêutica’’, disse Schwartzenberg.

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