Londres - Uma mulher britânica deu à luz um bebê saudável, concebido com o esperma do marido congelado há 21 anos um fato apontado pelos cientistas como um recorde no tratamento da fertilidade.
Pesquisadores do St.Mary's Hospital e do Christie Hospital, ambos em Manchester, noroeste da Inglaterra, anunciaram que o tempo de congelamento foi o maior já registrado para originar um nascimento bem-sucedido.
Segundo um artigo no jornal Human Reproduction, o pai da criança teve congeladas cinco amostras de esperma em 1979, após ter tido um diagnóstico de câncer nos testículos, o que o levou a se submeter a um tratamento que sabidamente o deixaria estéril.
Após a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia e de indícios de que está curado da doença, o homem e sua esposa que deseja se manter anônima decidiram, 21 anos depois, que queriam ter filhos. Um procedimento de fertilização in-vitro, na qual um único espermatozóide foi injetado dentro do óvulo, foi aplicado e a mãe deu à luz o bebê no ano de 2002.
Greg Horn, um embriologista do St Mary's Hospital, disse que mesmo após 21 anos de congelamento, o percentual de espermatozóides nadadores após o descongelamento, continua alto. ''Este caso traz evidências de que o congelamento a longo prazo pode ser bem-sucedido em termos de preservação da qualidade e da fertilidade do esperma'', afirmou.
''É importante saber disto porque o sêmen armazenado de jovens pacientes com câncer é colhido num momento de grande estresse emocional, em que a fertilidade futura não costuma ser a prioridade imediata'', concluiu.

mockup