Houston - Depois de investigar extensivamente a principal teoria sobre o que teria causado a desintegração do ônibus espacial Columbia, os técnicos da Nasa concluíram que a causa não foi o desprendimento de espuma do tanque principal de combustível que propele o veículo até o espaço.
A conclusão foi apresentada por Ron Dittemore, gerente do programa de ônibus espaciais da agência americana. ''Tem de ser outra coisa'', ele disse, mostrando aos jornalistas um pedaço de espuma similar ao que se chocou contra a asa esquerda do ônibus espacial 81 segundos após a decolagem.
A conclusão vem dois dias depois de a Nasa ter anunciado que o impacto era o principal suspeito, principalmente em razão de os problemas a bordo terem começado na asa esquerda do veículo. Agora a agência diz ter descartado essa hipótese - pela segunda vez. Antes da tentativa de pouso, os técnicos já haviam feito uma análise e chegado à conclusão de que o incidente não oferecia riscos.
Os engenheiros realizaram diversas simulações em computador para estimar os danos do impacto sobre a estrutura do ônibus espacial. Mesmo quando os valores foram exagerados e o ângulo de impacto foi modificado, não emergiu um cenário em que dano significativo fosse produzido. Uma das hipóteses que a Nasa está considerando é a de que o ônibus espacial pudesse ter se chocado com algum pedaço de lixo espacial não-monitorado girando em torno da Terra. Mas a probabilidade é pequena.

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