Milhares de sobreviventes sem teto e sem nada para comer ou beber, corpos espalhados pelos campos; testemunhas descreveram cenas de horror em Mianmar após a passagem do ciclone Nargis. Ao menos 80 mil pessoas morreram somente no distrito birmanês de Labutta, no extremo sul do país, segundo informações da Junta Militar que governa o país. Há mais de um milhão de desabrigados. Poucos estrangeiros estão autorizados a trabalhar e muito poucos conseguiram chegar à região do delta do Irrawaddy, ao sul, a mais afetada pelo desastre num país de 51 milhões de habitantes. A organização cristã World Vision, uma das poucas instituições internacionais autorizadas a trabalhar sob o regime militar, indicou que suas equipes sobrevoaram as regiões mais afetadas e registraram cenas de desespero. ‘‘Muitos não têm comida, nem água e estão a céu aberto, sem teto. É desesperante’’, disse Kyi Minn, representante da organização. A organização francesa Médicos sem Fronteiras (MSF) informou que em Yangun, capital de Mianmar, 80% das casas foram arrasadas. ‘‘Não nos informaram que o ciclone estava chegando, somente nos avisaram que haveria uma forte tempestade’’, indicou Pip Paton, 32 anos, uma das vítimas.


Mianmar, antiga Birmânia, é conhecida como a ‘‘terra dos templos’’ e está localizada às margens do Golfo de Bengala e do Mar de Andaman, entre Bangladesh e a Tailândia. Seu território apresenta densas florestas e é caracterizado por uma região central de terras baixas cercada por um anel de montanhas íngremes e elevadas



São movimentações realizadas quando o ar quente presente no solo terrestre se eleva de maneira a formar precipitações e fortes ventos. Um ciclone é classificado em cinco categorias, de acordo com a força gerada pelo ar

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