Narcotráfico boliviano é chefiado por 300 grupos
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segunda-feira, 11 de janeiro de 1999
France Presse 
Pelo menos 300 grupos, formados por núcleos familiares, administram na Bolívia o ilegal, porém lucrativo, negócio do narcotráfico, informou ontem o diretor da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), general Roberto Pérez, ao jornal Última Hora.
O sistema familiar continua funcionando e se estendendo cada vez mais, disse ele ao Última Hora.
Segundo Pérez, estes grupos, que ocuparam o lugar das máfias lideradas por barões na década de 80, fornecem a droga a um mercado interno em expansão, formado por 30 mil viciados e uma crescente demanda externa.
Para combater o narcotráfico, o governo boliviano praticou vária ações, entre elas a destruição das plantações de coca, matéria-prima para a produção da cocaína. Só em 1998, o governo boliviano atingiu o recorde de 11.621 hectares ilegais erradicados.
A eliminação do arbusto evitou a fabricação de 77 toneladas da droga e a plantação de cerca de 6 mil hectares de coca nova.
Desde que o presidente Hugo Bánzer assumiu o poder, em agosto de 1997, as forças antinarcóticos apreenderam 11 toneladas da droga, 615 mil quilos de precursores sólidos e 457 mil litros de líquidos.
No mesmo período, executaram 4.752 operações antidrogas, destruíram 2.850 fábricas e postos de maceração e prenderam 3.915 pessoas, na maior parte camponeses.


