O narcotraficante Alberto Orlández Gamboa, conhecido como ‘‘El Caracol’’, foi extraditado ontem para os EUA, após o presidente colombiano Andrés Pastrana ter autorizado a medida em 10 de agosto, e três dias depois de os barões da droga terem ameaçado reiniciar suas ações terroristas contra os que apoiarem as extradições. ‘‘(Orlández Gamboa) foi extraditado em cumprimento da
sentença que recebeu e pelos delitos de que estava acusado’’, declarou ontem Pastrana aos jornalistas durante uma visita a Medellín. O narcotraficante extraditado foi acusado de introduzir centenas de quilos de cocaína nos EUA e de agenciar sua distribuição. Além disso, foi considerado culpado de transportar a droga para a Europa desde 1991, e de conspirar para lavar milhões de dólares. Ex-chefe do Cartel da Costa, ‘‘El Caracol’’ é o terceiro barão da droga a ser extraditado para os EUA desde que a pena de extradição foi restabelecida na Colômbia em 1997. De Bogotá, ele foi enviado para os EUA a bordo de um avião da Agência Antidrogas (DEA) dos EUA. Na última terça-feira, o desconhecido ‘‘Movimento Nossa Terra’’ distribuiu aos meios de comunicação da cidade de Cáli – terceira do país e um dos principais redutos do narcotráfico – um panfleto advertindo que, caso as extradições recomeçassem, faria o país voltar à era do narcoterrorismo, que abalou a Colômbia especialmente entre 1884 e 1991.

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