São Paulo - O governo dos EUA tem sido agressivo em seus esforços para proteger os americanos do terrorismo, mas ''nós não torturamos'', disse ontem o presidente George W. Bush ao responder a críticas sobre supostas prisões secretas da CIA (agência de espionagem) e sobre o modo como suspeitos de elo com o terror são tratados pelos americanos.
Bush defendeu os esforços de sua administração para impedir que o Congresso dos EUA imponha regras ao modo como suspeitos de elo com o terror são tratados.
O vice-presidente Dick Cheney vem liderando uma campanha da Casa Branca para manter fora da nova legislação agentes da CIA que atuam no exterior, o que atraiu duras críticas de entidades de defesa dos direitos humanos.
Os EUA foram duramente criticados, nos últimos três anos, por conta do modo como seus militares trataram suspeitos no Afeganistão, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, e na base militar de Guantánamo, situada em Cuba.
Forças americanas mantiveram milhares de suspeitos em prisões fora do território americano desde os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, em setembro de 2001.

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