'Não houve tempo das pessoas saírem'
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Londrina - O agente de jogadores de futebol Cláudio Gombota mora no Japão há 22 anos e conta que nunca tinha visto um terremoto tão forte. Ele estava em Guma, próximo a Tóquio. ''Na minha cidade o tremor foi de 5,5 graus na escala Richter. Foi o suficiente para cair objetos de estantes e armários da cozinha. O vidro de algumas vitrines de lojas explodiram. Para se ter uma ideia, um carro estacionado se mexe devido ao tremor, um cofre de 300 quilos treme'', exemplificou.
Enquanto conversava com a reportagem da FOLHA, Gombota tentava chegar a Sendai, região mais atingida, onde está a maioria dos jogadores que ele agencia. As estradas, no entanto, estavam congestionadas e o chão ainda tremia. Era possível ouvir o alarme do sensor de ré do carro disparado devido ao terremoto. ''Estou a uns 150 quilômetros de Sendai, o chão está tremendo e o trânsito está parado nos dois sentidos. Meu carro está estacionado, mas o sensor fica disparando. Não consigo ir para lá nem voltar para casa. Acredito que deva haver algum problema na estrada próximo de Sendai. As pessoas estão na beira da estrada, fora dos carros'', contou. Ele disse ter conseguido conversar com o tradutor da equipe. Todos os jogadores estavam bem, embora tivessem que ficar na rua, devido à possibilidade de novos tremores.
O maior problema, segundoele, não foi só a intensidade do tremor, mas também a duração de cerca de dois minutos e meio. Logo depois, veio o maremoto. ''Foi terrível o que aconteceu. As sirenes de alarme (que ficam em postes) tocaram, mas foi tudo tão rápido que não houve tempo para as pessoas saírem. Sendai é uma cidade grande, muitos idosos moram sozinhos e podem não ter conseguido sair de casa, podem ter sido atingidos por objetos e estão feridos dentro de casa, sem socorro'', finalizou.


