Chicago - O presidente eleito, Barack Obama, defendeu ontem, em seu primeiro discurso semanal na rádio, ações urgentes para enfrentar a crise econômica, afirmando que ''não há tempo a perder''. O senador democrata de Illinois (Norte), que venceu terça-feira a eleição presidencial, garantiu aos americanos que sua administração ''começará os trabalhos já no dia 20 de janeiro, porque não há tempo a perder''. Obama tomará posse oficialmente no dia 20 de janeiro.
Apesar das medidas tomadas pelo governo do republicano George W. Bush para salvar o setor financeiro, Obama avisou que os Estados Unidos ''precisarão de outras ações durante este período de transição e os meses seguintes''.
''Em primeiro lugar, precisamos de um plano de resgate para a classe média que invista em esforços imediatos para criar empregos e aliviar as famílias que vêem seus salários diminuírem e as economia de toda uma vida desaparecerem'', declarou.
Depois, o governo terá que conter a contaminação dos outros setores da economia pela crise financeira, e garantir que o plano de resgate dos bancos aprovado em outubro pelo Congresso seja capaz de estabilizar os mercados financeiros e ao mesmo tempo de preservar os interesses dos contribuintes e de aliviar os proprietários endividados. ''Por fim, aplicaremos uma série de políticas que reforçarão nossa classe média e nossa economia no longo prazo'', prometeu Obama.
Hamas
Khaled Mechaal, chefe no exílio do movimento palestino Hamas, considerado por Washington como terrorista, elogiou ontem em declarações à rede de TV britânica Sky News a ''grande mudança'' que representa a eleição de Barack Obama, e reiterou sua disposição em dialogar com ele. ''Não há dúvida de que a recente eleição americana representa uma grande mudança, na medida em que o resultado deste pleito é um presidente americano com raízes africanas'', declarou Mechaal, que vive no exílio em Damasco.
''Trata-se de uma grande mudança, política e psicológica. Isso é admirável, e parabenizo o presidente Obama'', acrescentou. ''Contudo, o resultado desta eleição e desta mudança é que ele deve saber que tem deveres para com os Estados Unidos e o resto do mundo, principalmente naz zonas de conflito como o Oriente Médio'', avisou.
''Sim, estamos dispostos a dialogar com o presidente Obama e com o novo governo norte-americano, com um espírito aberto e com base no respeito pela administração americana de nossos direitos e opções'', reiterou o líder do Hamas.

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