Não há solução sem saída de Assad
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sexta-feira, 01 de junho de 2012
Folhapress 
São Paulo - O presidente da França, François Hollande, afirmou ontem que não há ''solução possível'' à crise política na Síria sem a saída do ditador Bashar al Assad, durante uma entrevista coletiva à imprensa conjunta com seu colega russo Vladimir Putin. ''Não há solução possível na Síria sem a saída de seu presidente Bashar al Assad'', afirmou.
Hollande ainda pediu o aumento das sanções ao regime sírio e declarou estar ciente dos riscos de ''desestabilização e guerra civil'' no país árabe.
Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, enfatizou o isolamento do ditador Bashar al Assad após a aprovação de uma resolução condenatória no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em que foram contrários três países - China, Rússia e Cuba. ''Demonstra mais uma vez o isolamento do regime de Damasco, ao que ninguém mais pode apoiar a barbárie'', afirmou Fabius.
O grupo de 44 países aprovou, com 41 votos, uma condenação ao massacre de Houla, em que 108 pessoas morreram, dentre eles 49 crianças, no último dia 25. O ministro afirma que a decisão pede o fim imediato da violência, nega a impunidade para os responsáveis e exige investigação e acesso à ajuda humanitária.
Antes do massacre em Houla - que matou mais de 108 pessoas no último dia 25 - e após o acordo de cessar-fogo proposto pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, quase 2 mil já morreram por conta da repressão do regime sírio e de confrontos com os movimentos insurgentes.
O massacre gerou nessa semana uma retaliação de dez países ocidentais, que expulsaram representantes sírios ou os declararam persona non grata. O Brasil não aderiu à expulsão e ontem o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, disse ser contrário à medida.
A Rússia, uma das vozes isoladas em defesa de Assad, apontou a culpa parcial do regime sírio no massacre de Houla.


