São Paulo - Os Estados Unidos dizem não ter provas de que o ditador líbio, Muamar Kadafi, entrou no Níger em um grande comboio de veículos civis e militares procedentes da Líbia cruzou a fronteira na noite de ontem.
''Não temos nenhuma evidência de que Kadafi esteja em nenhum lugar que não seja a Líbia neste momento'', disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, acrescentando que no comboio estavam funcionários de alto escalão do regime do ex-líder líbio. Ela fez um apelo para que o governo do Níger detenha os oficiais.
Segunda-feira, o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, havia afirmado que o ditador estava ''em algum lugar de sua terra em bom estado de saúde e com bom ânimo''.
Em entrevista por telefone à rede de TV síria Al Rai, Ibrahim disse ainda que Kadafi não poderia ser encontrado.
Rumores apontam que Kadafi estaria escondido junto de Saif Al Islam e um pequeno grupo de seguidores na cidade de Bani Walid. Outros acreditavam que ele poderia estar na cidade de Sebha, mais ao sul de Bani Walid e próxima da fronteira com Níger.
No último dia 29 de agosto, o governo argelino autorizou a entrada ao país da mulher de Kadafi, Sofia, e de seus filhos Aníbal, Mohammed e Aisha.
A decisão das autoridades de Argel não foi bem recebida pelo Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), que ao longo do conflito acusou várias vezes a Argélia de apoiar as forças de Gaddafi.
Já na última quinta-feira, meios de comunicação argelinos informaram que a Argélia havia rejeitado a entrada de Kadafi em seu território e que vários altos dirigentes argelinos, incluindo o presidente Abdelaziz Bouteflika, tinham se negado a responder aos apelos do ditador.
Também ontem, o chanceler de Níger desmentiu os relatos das agências de notícias de que um grande comboio de veículos civis e militares procedentes da Líbia cruzou a fronteira na noite de segunda-feira.
''Não é verdade, não se trata de Kadafi e não creio que o comboio em questão tenha as proporções que se atribuem'', disse o chanceler Mohamed Bazum.

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