A investigação preliminar sobre a queda do Airbus A300 da American Airlines, segunda-feira, em Nova York, aponta para um simples acidente, indicou ontem um dos responsáveis pela investigação. George Black, um funcionário do Departamento Nacional para a Segurança dos Transportes (NTSB), encarregado da investigação, declarou à ABC que ''não há nada que faça pensar que se trata de outra coisa do que um acidente''.
Black destacou que o NTSB estava de posse da caixa-preta que registra as vozes na cabine e não a que fornece os dados de vôo, ao contrário do que indicaram na véspera o prefeito Rudolp Giuliani e o governador do Estado, George Pataki.
''Nada faz pensar que houve uma atividade anormal na cabine do avião'', destacou Black. ''Não existem vozes desconhecidas, não há ruídos que nos façam pensar em uma situação anormal'', afirmou.
Black acrescentou que na noite de segunda-feira, as equipes de socorro encontraram outra a caixa-preta no local do desastre. Mas se tratava da ''caixa-preta'' e não da ''caixa laranja'', a cor das caixas-pretas que registram os dados do vôo.
A segunda (e verdadeira) caixa-preta foi encontrada pela perícia da polícia americana na bahia de Jamaica, em frente às praias de Queens, onde caiu uma parte do aparelho. Não se informou quais as condições dela.
CorposO prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, precisou ontem que 262 corpos foram encontrados nos locais do acidente com o Airbus A300 da American Airlines no bairro de Queens.
Disse ainda que ''quatro casas foram inteiramente destruídas'' em consequência do acidente e que ''uma dúzia havia sofrido danos'' mais ou menos importantes.

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