Não há evidências de crime na queda do TWA
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
France Presse Washington 
Um ano depois da explosão de um avião da TWA (vôo 800) sobre o Atlântico pouco depois de decolar de Nova York, os responsáveis pela investigação do caso disseram ontem ao Congresso que não há nenhuma prova tangível de que a tragédia tenha sido causada por um ato criminoso. Todos os nossos esforços empregados até agora fracassaram em descobrir alguma evidência confiável de que a perda do vôo 800 foi resultado de ato criminoso disse James Kallstrom, agente especial do Birô Federal de Investigações (FBI).
Kallstrom dirige uma equipe de especialistas encarregada de investigar o acidente, que causou a morte de 230 pessoas dia 17 de julho de 1996 nas costas de Long Island, Nova York. James Hall, chefe da Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), disse que o avião foi destruído pela explosão do tanque central de combustível. Acrescentou que há seis teorias para explicar essa explosão, sem descartar a possibilidade de sabotagem.
As teorias incluem também um curto-circuito nos cabos elétricos ou uma fagulha gerada por eletricidade estática. A probabilidade (de uma explosão) é muito pequena, mas se for possível reduzi-la ainda mais, sem que isto represente um custo significativo, acreditamos que esse esforço deva ser feito, acrescentou. Guy Gardner, funcionário da FAA, disse que as medidas propostas pela NTSB teriam um grande impacto sobre milhares de aviões da Boeing e de outras empresas.
As propostas incluem modificação dos tanques e reabastecimentos mais frequentes para evitar o acúmulo de gases que se produzem na medida em que os tanques vão se esvaziando. A partir do próximo fim de semana a NTSB planeja realizar uma série de testes com um Boeing 747 semelhante ao acidentado, que seguirá a mesma rota nas mesmas condições. Serão analisadas as mudanças de temperatura, pressão e composição química dos vapores no interior dos tanques.


