Não criamos vida do nada, afirma Venter
A célula original que recebeu o genoma sintético teve o benefício de todo o ''maquinário'' original do citoplasma (mitocôndrias, ribossomos e outras organelas) para funcionar, já que apenas o DNA havia sido removido. A cada multiplicação celular, porém, isso foi se diluindo, até que tudo dentro das células passou a ser 100% confeccionado pelo genoma sintético. ''Não criamos vida do nada'', ressaltou Venter. O termo ''sintético'' refere-se ao fato de o genoma ter sido montado em laboratório, mas todos os ingredientes são naturais. Já acusado de ''brincar de Deus'', Venter busca, na verdade, desenvolver uma ferramenta biotecnológica que permita produzir micro-organismos ''sintéticos'', geneticamente programados para realizar funções específicas. Por exemplo, absorver CO2 do ar, digerir manchas de petróleo no mar ou produzir biocombustíveis com base em energia solar.(A.E)





