JerusalémOficiais de segurança do Egito, da Jordânia e da CIA (agência de inteligência norte-americana) estão na cidade cisjordaniana de Jericó, 34 quilômetros a sudeste de Jerusalém, para treinar a polícia palestina. No entanto, os cursos ainda não puderam começar devido a divergências entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e os representantes da CIA, encarregados de escolher os participantes e supervisá-los, informou ontem o jornal Iediot Ahronot.
Segundo os critérios dos agentes da CIA, não podem participar dos cursos ativistas de organizações de oposição ao Governo de Yasser Arafat, como os do Movimento da Resistência Islâmica (Hamas) e da Jihad Islâmica, que têm seus próprios braços armados e participam da intifada contra a ocupação israelense na Cisjordânia e em Gaza. A CIA também impede a participação de agentes secretos do Serviço de Informação Geral da ANP na Cisjordânia e do corpo, também secreto, de Segurança Preventiva, de Gaza, argumentando que ambos os organismos estiveram implicados em ações ''terroristas'' e que membros de seu pessoal participaram de ataques desse tipo contra Israel.
O jornal israelense diz que as divergências se devem ao fato de que os agentes norte-americanos ''filtraram'' as listas de candidatos apresentada pela ANP para o treinamento.
Supõe-se que, para escolher quem participa do treinamento, os agentes norte-americanos usam informações de Israel.
Os cursos fazem parte das reformas às quais Arafat submeteu todos os seus organismos de segurança, com a cooperação dos membros do chamado Quarteto de Madri: a União Européia, os EUA, a Rússia e a ONU.
Um dos principais objetivos da reorganização do dispositivo de segurança palestino é neutralizar a resistência armada dos independentistas da ''intifada'' para possibilitar o restabelecimento do processo de paz.
A polícia palestina, formada majoritariamente por ex-guerrilheiros obrigados a deixar o Líbano junto com Arafat, conta com cerca de 30.000 membros em Gaza e na Cisjordânia.

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