Uma proibição de viagens de autoridades iraquianas, mais que uma tempestade de mísseis de cruzeiro americanos, é o provável novo passo caso o presidente Saddam Hussein continue desafiando as Nações Unidas, disseram diplomatas. Eles afirmaram que as potências ocidentais no Conselho de Segurança não irão permitir que o Iraque escape da crise engajando-se em negociações.
Fontes francesas disseram que líderes da França e da Grã-Bretanha concordaram numa reunião de cúpula em Londres e que se o Iraque continuar com seu desafio, o Conselho de Segurança deve considerar o acréscimo do banimento de viagens a oficiais iraquianos às existentes sanções econômicas.
Diplomatas ocidentais afirmaram que o Iraque tem um claro interesse em acabar com a crise e tentar dividir o Conselho de Segurança, mas até agora não teve sucesso. Só que apesar de as potências ocidentais concordarem que Saddam não pode sair da crise desafiadoramente, elas diferem sobre a estratégia de longo prazo em relação ao Iraque.
A França e a Rússia, ambas tendo a receber grandes débitos de Bagdá e dispostas a explorar suas imensas reservas de petróleo, argumentam que as Nações Unidas devem oferecer ao Iraque uma clara série de incentivos levando à suspensão das sanções em troca do cumprimento das resoluções.
Os Estados Unidos, apoiados pela Grã-Bretanha, descartam qualquer alívio nas sanções enquanto Saddam continuar no poder. Isto tem alimentado a frustração iraquiana. Mesmo que Bagdá destrua suas armas não-convencionais, autoridades americanas afirmam que o Iraque teria de demonstrar suas intenções pacíficas por um período não especificado.
Mas especialistas sobre o Iraque dizem que a posição interna de Saddam é mais forte agora do que em qualquer momento desde a Guerra do Golfo, com a oposição desmantelada, facções curdas lutando entre si ao invés de contra Bagdá e a resistência xiita no sul esmagada.

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