Apesar da decisão unânime que aprovou o pacote de sanções contra a Coréia do Norte, os países da ONU estão divididos sobre a forma de aplicar as punições a Pyongyang por seu programa nuclear.
O Japão e a Austrália, críticos ferozes da Coréia do Norte, já preparam penalidades duras contra o regime comunista. A vizinha Coréia do Sul continua muda sobre os detalhes de seus planos para Pyongyang, e a China, país tido como o de maior diálogo com o regime de Kim Jong-il, já se recusou a adotar algumas medidas previstas na resolução 1718 aprovada pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU.
Em discurso após a votação que aprovou a medida, o embaixador chinês na ONU deixou claro que seu país continuava contrário à inspeção total de cargas que entram e saem da Coréia do Norte.
O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, declarou que não só apóia a resolução como seu país deverá tomar medidas ainda mais duras por conta própria. O Japão poderá também auxiliar as forças norte-americanas a checar as importações e exportações da Coréia do Norte.
A resolução 1718 exige que a Coréia do Norte elimine completamente seu arsenal nuclear, mas nega a possibilidade de uma ação militar contra o país -de acordo com uma exigência da China e da Rússia.
Ficam banidas a importação e exportação de materiais e equipamentos que possam ser usados para fabricar armas nucleares ou mísseis balísticos. A resolução exige ainda que todos os países congelem bens de pessoas que colaborem com o programa de armas da Coréia do Norte.
Em outra exigência de russos e chineses, foi eliminada a proibição total da venda de armas convencionais para a Coréia do Norte. Alternativamente, a resolução embargou apenas o comércio de equipamentos pesados como tanques, navios de guerra, aviões de combate e mísseis.
Foi ''solicitado'' também que os países inspecionem a carga que entra e sai da Coréia do Norte de forma a impedir o tráfico ilegal de armas de destruição em massa e mísseis balísticos.

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